Arts et Métiers
Meu amigo Flávio Tabak não se esquece de mim - ou do meu passado, não sei bem ainda -e por isso me mandou uma reportagem sobre a Vila Mimosa. Estava lá o Davi, ex-macaco gordo da Ong Davida; a "Tia" Verônica, que aluga quartos pras "meninas"; as próprias "meninas"; o vendedor de canetas e calcinhas; as velhas idéias "eu vou tirar você desse lugar" traduzidas agora, pros tempos modernos, sob o rótulo de mini-cursos de empreendedorismo. Trés bien!
Mas eu já ia me esquecendo que estavam lá também a culpa, a vítima, a evocação da família, a tal condição "de merda" que impede as meninas de irem ao cinema, comer no MacDonald e comprarem roupas, e que por tudo isso as levou até aquele último degrau. Viria daí a palavra degradação? Mas que merda, digo eu! O puteiro é o lugar mais tradicional existe! Paris parece um enorme puteiro, pelo menos nas ruas, pois é tudo tão certinho.
Eu tenho cá pra mim que aquela cidade que eu tinha no meu imaginário, cidade com músicas de Gainsbourg e com ares existencialistas (traduzindo: 'ninguém é de ninguém'), existe mas sem esse tipo de poivre. Existe na hora de pegar o metrô. Acho que o subterrâneo de Paris se encontra mesmo é dentro das casas.
Mas eu já ia me esquecendo que estavam lá também a culpa, a vítima, a evocação da família, a tal condição "de merda" que impede as meninas de irem ao cinema, comer no MacDonald e comprarem roupas, e que por tudo isso as levou até aquele último degrau. Viria daí a palavra degradação? Mas que merda, digo eu! O puteiro é o lugar mais tradicional existe! Paris parece um enorme puteiro, pelo menos nas ruas, pois é tudo tão certinho.
Eu tenho cá pra mim que aquela cidade que eu tinha no meu imaginário, cidade com músicas de Gainsbourg e com ares existencialistas (traduzindo: 'ninguém é de ninguém'), existe mas sem esse tipo de poivre. Existe na hora de pegar o metrô. Acho que o subterrâneo de Paris se encontra mesmo é dentro das casas.

0 Comments:
Enregistrer un commentaire
<< Home