mardi, juin 28, 2005

L'envie c'est une merde!


dimanche, juin 26, 2005

MUSICA!


Relatório CAPES-Cofecub

- L’Itineraire: dia 08 de junho 2005 (quarta-feira). Sale d’Italie, Maison d’Italie, CIUP. Paris.

- 22o. Festival Chopin : 19 de junho 2005 (sábado). Mariangela VACATELLO, Constatinos VALIANATOS, Da-Hee KIM e Guillaume COPPOLA. Orangerie do Parc Bagatelle. Paris.

- Fête de la Musique: 21 de junho 2005 (segunda-feira). Manu e amigos no café às margens do canal de la Bastille tocando músicas bretãs. Paris.

- Lenine e Orquetre Synphonique d’Île-de-France (David Levi) com coro de 1.500 crianças de escolas dos subúrbios de Paris. 24 de junho de 2005 (sexta-feira). Le Zenith, Parc de la Villete. Paris.

- The Noise of Time (Le Rumeur du Temps) : 25 de junho 2005 (sábado). Com Emerson String Quartet executando a 15a. Sinfonia de Chostakowski. Palais Garnier, Paris.

Desde que entendi pela música de Bartok que ele só podia ser húngaro entendi também que para estudar antropologia é preciso ouvir muita música.

lundi, juin 20, 2005

odisséia ali na esquina

Há uma outra coisa no olhar do gringo (além de Pelé, samba e caipirinha) que nos condena, vamos dizer assim, à condição de brasileiros. Eu andei desconfiada de um fato um tanto quanto prosaico, fato que fatalmente me ronda numa primeira especulada sobre a minha nacionalidade. Podemos pensar: é um jeito de se vestir, é a solicitude, o sorriso, o sotaque, um jeito de ver a vida. Há ainda a possibilidade de imaginarmos que, ora, eu estou em Paris, aqui só tem estrangeiro, então espera-se que o assunto "d'oú" teça a prosa como o velho e bom "menina, como esse ano passou rápido!".

Fato é que esse "d'oú" nos deixa ver o mundo pelo buraco da fechadura, ça veut dire, nos mostra um mundo concentrado, focado numa coisa bem marcante, fetichizada, "típica" e, por isso sim, folclórica. O "d'oú" antecede a fantasia do sujeito do outro lado da mesa a nosso respeito. Preciso dizer que me considero também estando do outro lado da mesa em relação à qualquer um que se senta diante de mim na hora do almoço, pois somos todos estrangeiros (e humanos) aqui. Então, quero dizer que tenho muitas fantasias a respeito dos africanos (quase não os distingo pela diversidade dos países), muitas sobre os espanhóis, sobre os árabes (outro conjunto mal definido nas minhas fantasias), sobre os nórdicos e sobre todo e qualquer outro ser classificado no meu compêndio antropo-lógico e -fágico. Tenho aprendido mais na mesa do restaurante do que banco da universidade, podes crer.

Ontem almocei com dois caras do Chade, um país da África central cheio de problemas, pra variar, mas sobretudo problemas religiosos, visto que lá 50% da população é muçulmana, 25% cristã e 25% "animista", quer dizer, toca um tambor e canta pra subir. Fui obrigada a lhes dizer que desde que cheguei aqui me surpreendi com o fato de que ainda não me vi livre, em nenhuma conversa, do tema religião. Isto tem sido algo realmente notável, e concluo que nós, brasileiros, caímos no conto do vigário, literalmente, de que o Brasil é só samba, cachaça e futebol. Falo do vigário porque talvez a igreja católica tenha feito um bom trabalho de lobotomia (salvo nos baianos) nas cabeças da gente que se esquece que somos "exóticos" inclusive pelo nosso sincretismo. Os dois caras do chade perguntaram se eu tinha religião, e eu preferi dizer que acredito em tudo, pois é verdade. Logo fui taxada de "panteísta". Preferi não discordar, até porque eles tinham razão. Mas talvez eu não tenha discordado pois queria continuar entrando no embalo das suas conclusões. Fiz apenas a ressalva de que a minha família era católica, como toda família católica brasileira que "faz a cabeça no candomblé". Eles tentaram entender olhando um tempo pra cima e franzindo as sobrancelhas. Daí, um dos dois me disse que Jesus morreu na cruz para nos salvar dos pecados, e eu disse que também nisso eu era capaz de acreditar. Tinha até tradizo comigo um chapelet para não me esquecer de mais essa crença, eu confessei.

Tudo isso me parecia cada vez mais intrigante. Esquecera-me eu dos mistérios que o meu panteísmo já havia me mostrado até que hoje, finalmente, pude recordá-los através da vivência de um caso clássico de sincronicidade na mesma mesa de restaurante onde eu como quase todos os dia. Dessa vez era mesmo um francês, talvez o mais exótico de todos os casos que acumulo. Depois dos indefectíveis bonjour's e s'il vous plaît's prescritos para a boa comensalidade anônima, nos vimos impelidos a saber um pouco mais sobre o que nos trazia àquela mesma mesa. "Vous êtes d'oú?", antecipou-se o indivíduo. "Brésil", falei eu na mesma língua. "ah!...". A exclamação pareceu indicar que ele já sabia. Tinha amigos brasileiros, e algo em mim o permitia inferir sobre minha condição de muchacha. "Je ne sais pas si sont tes yeux, la mélange du trace", mas algo em mim denunciava. (Nota: há três dias estamos em plena canícula e eu estou vestindo um vestidinho cujo único mérito e mostrar ao mundo que sou moça direita). Ousamos ir adiante na exploração um do outro e descobrimos algo em comum, além do almoço: éramos antropólogos! "Non!", eu exclamei. "Oui!", ele retrucou. Do civilismo para o tricô foi um pulo. Meu companheiro de mesa era da Umbanda parisiense e estudava o xamanismo amazônico! No momento, o meu pulso porta uma fitinha do Senhor do Bonfim presenteada outro dia por uma francesa na entrada de uma sala de exposições do IVéme, e esta fitinha nos conduziu para tricôs ainda mais arrematados. Falamos da Bahia, da Galinha d'Angola do Mello e do Santo Daime. "Je connais le Santo Daime", il m'a dit. Novamente exclamei: "Non!", e ele repetiu o óbvio: "Oui!". Como se não bastasse, o citoyen era xará do Philippe, com quem fiz meus últimos trabalhos no Rio. Já trocamos coordonnées e espero agora poder exercer minha mediunidade além das salas de concerto de Paris - porque a música, sobretudo a de câmara, transporta que não é brincadeira não.

dimanche, juin 12, 2005


Uma família

Uma família maronita libanesa nunca se esquece de um parente. Um parente é uma graça de Deus e ter fé em Deus é o mesmo que sentir amor. Sem amor, quer dizer, sem Deus, não há perspectiva de amanhã e a vida se reduz ao egoísmo. Não sei. E o que eu sei pouco importa diante da verdade que uma crença - qualquer que seja - é capaz de realizar no mundo: tanto uma guerra, como no Líbano e em todo o Oriente Médio, quanto um ideal de paz e união, como o que vivi hoje num encontro com a minha tia Mona, de Beyruth. Trinta anos - 30 anos!! -, todo o tempo que eu tenho de vida nos separaram até o dia de hoje, dia em que eu pude ver o que significa, na prática, o sentimento de 'família' para uma mulher que encarna em si o espírito desse "clã" católico. Nada é tão simples assim. Eu, uma brasileira de 30 anos, e Mona, uma libanesa plus agée que moi, nos abraçamos como se a distância não houvesse existido. Eu, no entanto, sabia o tempo todo que ela, a distância, estava lá. Quanto à Mona, talvez ela também soubesse mas parecia não se preocupar absolutamente com isso. No final das contas, todas as distâncias do mundo pouco importavam mesmo, pois fato era que num abraço desfizemos tudo isso. Eu era a habibi e Mona minha cherie. Entre nós e entre cafés, a distância se transformou numa grande curiosidade só possível de ser alimentada a todo instante graças à mediação de uma língua estrangeira. A língua é antes de tudo um ambiente - assim como uma casa, um bar, uma igreja, uma cour, um bazar, um salão de chá, uma mesquita, um teatro, uma rua incendiada...
e eu queria muito saber o que Mona está sentindo agora.

vendredi, juin 10, 2005


Le Brésil à la une

A cada dia que passa está sendo mais fácil perceber os grandiosos presentes que a vida reservou pra mim. Ainda agora, à uma de la mañana aqui, meu coração bate com força. Ele já havia sido amaciado ontem no concerto do l'Itineraire, grupo fundado por Michael Levinas, composto por verdadeiros virtuoses - esses sim - da música contemporânea. Pude ver ao vivo e à cores o Pierrot Lunaire, do Schoenberg! É verdade!! E ainda outras peças de Webern, Oliver Messiaen e Pierre Boulez. Se houver um bruto na audiência, nele será feito o parto de sua sensibilidade. Depois de ontem eu não acredito mais que possa existir algum ser humano que não tenha jeito, qualquer jeito. Jamais havia visto tamanha entrega à música, tamanha concentração, tamanha presença no ato. Piano, flauta e voz naquela loucura sofisticada concebida pelos espíritos da fantástica Escola de Viena (o céu acima do mármore que recobre o "mundo jaburu" onde vivem as almas aprisionadas) e continuada pelo Pierre Boulez. Me sinto privilegiada pela vida, e não estou brincando.

Como se não bastasse hoje tive o indescritível prazer de dar um forte abraço no grande Custódio e na formidável Cristina, na vernissage do Le Brésil à la Une, na galeria du Monde des Ameriques. A Cristina estava um pouco ansiosa no início, mas só um pouquinho, nada demais, pois até eu estava um pouco. Afinal pertence ao mundo acima da camada de mármore um encontro como esse, pleno de boas vibrações, de sucessos na vida. Gosto demais dessa super dupla de semblante firme. Mais uma dessas dobradinhas de arte que a vida é capaz de compor.

E como se ainda não bastasse, eis que Custódio me vem dizer que ali no salão havia uma Thiago de Mello. Saio à sua procura e ele, do outro lado, me aponta para a mulher. Pelo braço sou levada até a dona e a Cristina introduz as apresentaçòes. Tratava-se da Marilza, prima do Gaudêncio Thiago de Mello, pai do meu eterno Pedro Paulo Thiago (PPT's). Quase uma hora se passou numa conversa de puxar fios de meadas. Tantos foram estes que o grande e saudoso Manduka mais uma vez iluminou-se com todas as loas que lhe são de direito. Seus quadros, sua música, sua poesia, suas idéias, seu exílio intermitente dos vários mundos onde certamente dançou tango e se viu na mira de espíritos menos iluminados, digamos. Talvez também pelo grande apreço que o Paulo Thiago cultivava e ainda cultiva pelo primo, eu incorporei Manduka.

Sem querer parecer repetitiva, mas é preciso dizer ainda mais uma vez que...como se realmente nada nunca fosse bastar, a Marilza me informa que havia sido conselheira do Centre Lebret, simplesmente uma das fundações mais representativas e emblemáticas de toda uma história do desenvolvimento social que se inicia aqui na França, com o P.Lebret, e se desdobra para o Brasil e para os países do chamado "tier monde" de maneira geral - "tier monde" c'est le cacete! Padre Lebret foi quem concebeu a encíclica Populorum Progressio, a partir da qual Dom Hélder, amigo pessoal de Lebret, passou a realizar no Brasil a famosa série de articulações políticas em prol de uma "vida digna" aos destituídos, ganhando de Nelson Rodrigues, por isso, a alcunha de "padre de passeata". Vi que no Instituto Católico de Paris existem vários documentos sobre os embriões dessas idéias que culminaram em políticas de habitação no Brasil e, especificamente, na própria Cruzada São Sebastião, onde ainda hoje habita a minha saudosa e formidável Dona Maria.

Chaqu'un à son tour, tous arrivent au moment qui leur sont de droit. Il ne faut pas des efforts au-delà de ceux qui nous attachent à la spontanéité. Chere Lina: me cutuque!

Pour finir, c'est suffi de como se não bastasse...le grand finale: encontrei um e-mail da Lena, uma prima que me escreveu do Líbano para dizer que Mona, tia distante que até então só me existe em pensamento, está em Paris visitando o filho. Estou emocionada. Aqui na França o Líbano me chegou com toda a força, e por todos os lados. Tenho vizinhos libaneses e já duas vezes me disseram, na rua, que tenho les yeux et du visage du Liban. Pai, tenho andado constantemente feliz, e, conforme for (e quando for) o nosso encontro, formalizemos um dia uma ida às nossas origens? Mãe, sem ciúmes: você também vem.

mercredi, juin 08, 2005


meu jardim
Esse é o meu atual jardim. Outro dia cochilei bem ali ao lado daquela árvore escura, grande e acolhedora, mais ou menos assim, só que no feminino:

Sou um sujeito cheio de recantos.
Os desvãos me constam.
Tem hora leio avencas.
Tem hora, Proust.
Ouço aves e beethovens.
Gosto de Bola-Sete e Charles Chaplin.
O dia vai morrer aberto em mim.

Cochilei nesse jardim ao lado da árvore e com o Manoel de Barros sobre a barriga.

mardi, juin 07, 2005

Um resumo da vida que não mais espera

A Fontaine de Médici jorra há quatro séculos no Jardin de Luxembourg. Sequer moveu-se dali para dar vazão ao extravazamento da voraz Lutetia agregadora de arrondissements. A Médici da ex-Lutetia, silenciosa e constante, atrai para si silenciosas criaturas que ali vão em busca de tempos perdidos a abrir livros, fechar olhos ou beijar lábios, de qualquer modo imersas na atemporalidade que imprime o som de suas águas.

O tempo é um fator determinante. Porém, ele nada determina. Ele sim segue sem esperar nada. E, deste jeito, sem empreender qualquer esforço, vê as ninfas de Médici enlodarem-se nas vagas de sua despreocupada passagem. Talvez por isso, o tempo de fato nada veja. Nem o lodo das ninfas, nem a permanência de Médici, nem as criaturas que buscam um tempo que já se foi.

Ao redor do tempo se vão defuntos os prisioneiros do relógio que não existe ao redor da Fontaine de Médici.

samedi, juin 04, 2005

O bairro da luz vermelha

Olha só que bijou pude ler hoje num livro que comprei - indicação, claro, de M. Merlot - chamado Poétique de la Ville (Pierre Sansot, Petite Bibliothèque Payot, 1996). Desculpe, mas vou tentar traduzir: "Aquele que fala do homem das cidades se condena à sublinhar o que não falta à verdade, mas isso é demasiadamente generalizante. Nós descrevemos a loucura solitária, o homem apressado que perdeu o senso e a possibilidade dos contatos pessoais e do qual a personalidade se dissolveu pouco a pouco na Metrópole. Sem no entanto recusar esse valor (o da psicosociologia), prefiro inverter a direção do trajeto: ir dos lugares ao homem. Assim, a dificuldade pode ser viver num quarto, numa prisão, num hospital, mas não se trata de uma mesma dificuldade."

Marquei isso porque estava sentada num café "branché", numa mesa sobre o trottoir, depois de voltar de uma lojinha de chineses, onde comprei vermicelli, molho Pad Thai e um incenso que, segundo a dona do mercadinho, não era pra mim pois servia para momentos de oração. O que sabe aquela chinesa a meu respeito? Nada. Par contre, ela deve saber muito bem sobre si mesma. Portanto, deduz-se algo ao meu respeito também. Enchi a dona de pergunta: "como se faz essa massa?", "o que se coloca nessa comida?", "pra que serve essa palha?", "citronela na comida parece com o que?", "isso é doce ou salgado?", "esse incenso que mais parece uma trolha amarela queima durante quantas horas?". Ao final da sabatina, a chinesa estava toda suada e com os olhos arregalados. Só ali foi possível estabelecer um contato mínimo com esse povo hermeticamente fechado. Depois que me sentei no meio da francesada pruma bier blanche, vi como em Belleville existem mundos que não se interpenetram. Por vezes, é preciso encarar como se fossem "corpos sem alma" que se cruzam na calçada, uma indiferença escrupulosamente elaborada e já naturalizada para poder atravessar a rue Faubourg du Temple e a rue de Belleville sem cair pra trás, tamanha a confusão linguística e de perspectivas de vida num mesmo metro quadrado.

Aliás, acho que vale a pena fazer o que eu fiz hoje. Vou deixar aqui uma boa dica (não me levem à mal...): trem Paris (Gare d'Austerlitz)-Pirineus-Barcelona. Doze horas de viagem cruzando as montanhas lá em baixo da França, até a Catalunha. Presente que me dei de aniversário, eu sinto que mereço. Mas queria dizer o segouinte: Gare d'Austerlitz, atravessar o Sena, Gare de Lyon, pegar o 65 ou o 20, passar pela Bastille, entrar na rue des Beaumarchais (éden da fotografia) e saltar na Republique pra ir à pé até Belleville margeando o Canal de Saint Martin. O Canal de Saint Martin é tão marcante quanto o metrô de Paris. Esse povo sabe mesmo a importância dos transportes. Só não sabe ainda a importância que esses transportes todos têm prum estrangeiro que chega aqui, porque parar TUDO antes de uma da manhã parece coisa de....os franceses a-do-ram correr nas escadas "Anne Roulin" e nos corredores do metro. Como correm! Fico vendo isso tudo do trottoir, da beira do canal, detrás de um balcão chinês, respirando o odor dum narguile. E o povo todo correndo, correndo, bufando.

Cosmopolitismo tem limites! Ora, cosmo-polite é a polidez de soi même, um constrangimento das idiossincrasias. Demanda uma certa hipocrisia, um cinismo. Por outro lado, obriga uma contenção que me agrada, uma contenção dessa nossa mania de intimidade à primeira vista. 'Cosmopolite' é um bom nome pra sabonete. O rótulo poderia trazer um buda rindo, ostentando aquela barriga, nem aí, satisfeitíssimo.

Taí: "Cosmopolite: le plaisir de la plaisanterie dans la douche", e tome Buda rindo!

Só posso dizer o seguinte: comemos hoje numa mesa trés interessante num tailandês supimpa. Pedi tudo o que não conhecia, e acabei conhecendo, por isso, "medusa au citronelle" (parecia cutículas com gengibre) e "bu bon" (um prato que no final vira uma sopa, com tudo o que tem direito: amendoim moído, vermiceille, broto de feijão, gengibre, a tal da citronela - boa também para mosquitos - hortelã, coentro, salsinha e carne de boi). Uma partouse gastronomique com vinho rosé. Chose de loc.

Resta lembrar o seguinte: à parte esse ensaio psico-litero-trópico a la Jack, o Estripador, a Gare d'Austerlitz é mais um desses lugares de constantes idas e vindas ("mande notícias do mundo de lá...") mas é também mais um desses lugares que mantêm os judeus pós-guerra conscientes de si mesmos. Dali sairam quase 4000 para Auschwitz em 1941. E em 1996, cerca de 600 prostitutas e meia dúzia de cafetinas saíram da Cidade Nova pro gueto de Varsóvia, quer dizer, pro garimpo da Praça da Bandeira.

Ê ê mundo dá volta, camará. É tudo mais do mesmo. que sono!